segunda-feira, maio 30, 2011

De repente 30

Piripaque, siricutico, tremedeira, desespero, sei lá mais o que tudo junto ao mesmo tempo. Sensação de morte iminente. Não, não estava com síndrome do pânico, graças a Deus. Por mais incrível que pareça, foi apenas o impacto dos trinta anos. Eu sofri da famosa crise dos trinta. Ainda não me recuperei completamente, e pra falar a verdade, continua sendo muito dificil falar a minha idade em público. É quase como ser obrigada a xingar alguém de um palavrão bem xulo pro mundo inteiro ouvir.
Está dificil  mas, como tudo nesta vida, até fazer trinta anos deve ter lá o seu lado positivo.
Hoje, por exemplo, eu sei reconhecer um cafajeste à quilômetros. O que não necessariamente me faz manter distância a recomendada desse tipo de homem. Mas pelo menos sei onde estou me metendo.
Dou ainda mais valor a minha família, e sei que meus pais e meus irmãos são aqueles que me amam incondicionalmente, mesmo eu podendo me mostrar uma louca desvairada em alguns momentos. Eles sim me entendem e me apoiam. Comprovadamente.
Sei também que meus verdadeiros amigos são poucos, certamente não por acaso e sim por opção. Poucos, bons e confiáveis. Não vou mentir, ainda me decepciono com alguns. Mas sei quando posso relevar e quando simplesmente não dá. Nesse caso, deleto mesmo.
Trabalho pra ganhar dinheiro, pra me sentir útil e não pirar, mesmo sabendo que o meu emprego me deixa louca às vezes. Para minha felicidade, trabalho na minha profissão, mas acho digno qualquer ocupação. Entendi que não devemos nos limitar à um diploma. E que valemos muito mais do que qualquer pedaço de papel.
Por hora, acho que está de bom tamanho. Sinto que estou mais consciente de meus valores, direitos e deveres. Reconheço minhas fraquezas, o que me torna capaz de mudar. Continuo lutando, e na maioria das vezes a guerra é contra mim mesma.


mara.f

 


"Crescer custa, demora, esfola, mas compensa.
É uma vitória secreta, sem testemunhas.
O adversário somos nós mesmos."

(Martha Medeiros)






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