Então onde foi parar aquele frio na barriga que insistia em me anunciar as boas novas? Sinto falta da antecipação do momento inesperado e quase sempre muito bem-vindo. Saudades daquela inocência que só se sente quando ainda não sofremos tanto a ponto de endurecer.
Aquele arrepio na espinha, nunca mais senti. Talvez tudo o que de novo aconteceu nos últimos tempos não seja assim tão bom que merecesse ser alardeado. Acontecimentos cotidianos, coisas de momento, nada especialmente digno de nota. Fatos somente necessários para se fazer a vida, para existir uma história, só para o livro não ficar em branco.
Pois é, sinto muito. Por hora não sei dizer se é definitivo. Aguardo cenas dos próximos capítulos. E espero sim que ainda haja espaço para emoção verdadeira, expectativas reais porém inimagináveis, e porque não, romances de revirar o estômago, tirar o fôlego e perder os sentidos.
mara.f
"Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim."
(Martha Medeiros)

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