domingo, julho 31, 2011

Paralelas que se cruzam...

Mas não era exatamente como eu havia imaginado. Eu não precisava de um tchauzinho (ainda que vindo de você me parecesse meigo!). Também não queria tomar uma cerveja, muito menos conversar com você por trinta minutos, e ainda por cima sentir minha cabeça doer por não lembrar em que momento havia me perdido. Eu esperava lá no fundo por um beijo de verdade e com platéia. Tomar uma vodca à noite (será você ainda não percebeu meu gosto?) e um sorvete de flocos na pracinha de tarde (confessando aqui meu lado romântico). Eu sonhava secretamente em conversar com você pra sempre. Feliz. Como num final perfeito.

mara.f





"Vamos fazer assim: você não existe que eu não te desejo."
(Caio Fernando Abreu)


sexta-feira, julho 29, 2011

"Não adianta bancar o distante: Lá vem o amor nos dilacerar de novo..." C.F.A.

Enquanto sentia as batidas do seu coração aceleradas, o meu, angustiado de felicidade se apaixonava. E agora estou aqui. Mais uma vez. E isso parece tudo. Não há o que esperar, não há.

mara.f




"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."
(Friedrich Nietzsche)

quinta-feira, julho 28, 2011

Café com leite

Quando pequena eu queria muito brincar na rua com as crianças mais velhas. Sempre depois de muita insistência, elas acabavam deixando. E eu, por minha vez, ficava ali quietinha. Mas o que ingenuamente não percebia, era que não participava de verdade. Eu era iludida. Então, eu nunca perdia, mas também não ganhava nada. Agora me diga, qual era a graça de estar ali? Acontece que não precisava ser bom, eu não saberia mesmo distinguir. Eu simplesmente queria ser aceita. Só isso. Hoje não sou mais essa criança boba, aliás, estou longe disso. A mim não cabe mais participar apenas para fazer volume. Eu quero falar bem alto a minha indignação e poder usar a minha inteligência. Doa a quem doer. Mesmo que seja a minha própria dor.

mara.f




"Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé"

(Maria Gadú)




sábado, julho 16, 2011

É minha só, não é de mais ninguém...

Essa fraqueza, esse aperto no peito, esse tédio, ofereço a mim mesma. Não seria tão cínica a ponto de dar a minha dor a quem não tem nada a ver com ela.

mara.f




"Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor"
(Marisa Monte)