Foi numa balada qualquer. Num final de balada pra ser mais precisa. Vocês se conheceram, trocaram meia dúzia de palavras, e por fim, ele pediu seu telefone. Tudo bem, você pensou, eles sempre pegam o número, mas nunca ligam. Acho que os homens gostam mesmo é de colecionar contatos.
E não é que dessa vez foi diferente. Com os poucos dados que colheu de você naquela conversa à tôa de fim de noite, ele te encontrou no orkut, adicionou no msn... E ainda por cima te ligou! Combinaram então de sair. Mas você pensou bem, achou prudente desmarcar esse encontro às escuras, afinal, você não tinha sequer uma referência do rapaz, um amigo em comum que fosse. Inventou qualquer desculpa e não mais se falaram.
Pois bem, a vida seguiu seu rumo normal. Você até conheceu outro cara interessante em uma viagem. Reencontrou um antigo affair numa festança daquelas... Tudo corria muito bem, obrigada. Até que um belo dia esse cara, aquele da final da balada, cruza sua vida novamente. É verdade que essa vez, ele contou com um golpe de sorte, ou do destino talvez. O fato é que no dia você tinha bebido um pouco além. Conclusão: vocês se beijaram. Ou ele te beijou. Pouco importa.
A partir desse dia, houveram outros encontros. Que tornaram-se cada vez mais frequentes. A essa altura você já estava envolvida. Eis que, de repente, ele começou a se distanciar. Alguma coisa estava errada. A situação não podia ficar assim... "Sabiamente", ele propôs uma conversa. Aquela que seria definitiva. Estranha. Vocês são dois estranhos. Não se tocam. Ele não te olha no olhos. Te fere com palavras. Demonstra de forma cruel e inesperada o que pensa a seu respeito. Acho no mínimo desnecessário. Terminar o que nunca começou pode ser mesmo muito ridículo.
mara.f
"Covarde de coração, ousado de linguagem." (Tácito)

Nenhum comentário:
Postar um comentário